segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Obras de arte vizinhas ao Consistório (Parte 2)

     Dando continuidade à divulgação das obras de arte localizadas no pavimento do Consistório Nº 1, merecem menção o quadro do Tribunal de Osíris, situado na entrada do pavimento.
Quadro do Tribunal de Osíris.

     A segunda referência é relativa aos quadros de JOSÉ BONIFÁCIO  DE ANDRADA E SILVA, fundador do Consistório Nº 1 e MANOEL JOSÉ DE OLIVEIRA, primeiro presidente do Consistório Nº 1.
Quadro de JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADA E SILVA.

Quadro de MANOEL JOSÉ DE OLIVEIRA.

      Por fim, faremos um destaque especial àquela que é a mais bela obra de arte do entorno do Consistório Nº 1, a porta de entrada do Templo. Finamente trabalhada e ornamentada, a parte externa da porta do templo do Consistório Nº 1 merece destaque quando comparada com qualquer outro adereço da Maçonaria em todo o país.


     A primeira parte desta postagem encontra-se em:

Um comentário:

  1. Comandante-em-Chefe, Ir. Sacramento, Consistório nº 1.
    Caro amigo, observando o seu interessante trabalho aqui nesse Blog, encontramos a pintura que retrata o Tribunal de Osiris. É sabido que havia, no Antigo Egito, uma crença entre os Faraós, de que a Alma era imortal. Bem como cultuava-se toda uma crença na Ressureição dessa Alma. A Alma/Coração era o lugar onde ficavam as boas e as más ações, portanto o morto era levado ao Tribunal para ter o seu julgamento que se constituia na retirada de sua Alma/Coração, que era colocada num prato de uma Balança e no outro prato uma pena. Era, então cumprida toda uma liturgia do Livro Egípcio dos Mortos, sendo que, se a pena não pesasse mais que a Alma/Coração, o devorador, cujo nome era de Ammut, com a cabeça parecida com a de um crocodilo, devorava a Alma/Coração e o morto era levado as profundezas, para sofrer o seu castigo. Vale dizer, que o tema da Salvação após a morte, passando por um julgamento, é presente em várias crenças fúnebres da Antiguidade e, principalmente, cultuada na tradição egípcia, tornando-se, assim, característica das religiões de mistérios entre os Séc. VIII e VII A.C., difundindo-se, largamente, no período helenístico, implantando-se na tradição religiosa do Ocidente.

    No que tange a figura importante de José Bonifácio de Andrada e Silva, nascido de família aristocrática, em 16/06/1783, em Santos, Brasil Colônia de Portugal, foi um estudante brilhante, que se formou em filósofo, advogado, professor, tendo sido um intelectual para sua época. Ainda, José Bonifácio foi cientista e político. Bonifácio combateu Napoleão Bonaparte, em Portugal, mais tarde foi Secretário da Academia de Ciências de Lisboa, membro das mais importantes sociedades de pesquisa da Europa, Catedrático de Mineralogia em Coimbra. Algum tempo, mais tarde, regressa às terras brasileiras e se torna deputado. Foi, ainda, Vice Presidente da Província de São Paulo; Ministro do Império. Por divergências com D. Pedro I é exilado em França. Passado o tempo do exílio e a pedido do Imperador, regressa ao Brasil e por decisão de D. Pedro I, que precisava regressar à Portugal, se torna Tutor de D. Pedro II, até o ano de 1833. Foi o grande articulador da Independência do Brasil. No final de sua vida, decidiu morar em Niterói, onde veio a falecer em 06/04/1838, aos 74 anos de idade. Está sepultado em São Paulo, em atendimento ao seu Testamento. Possui um monumento em sua homenagem, no Largo de São Francisco, no Centro Histórico da Cidade do Rio de Janeiro. Foi agraciado com o Título de - O Patriarca da Independência.

    Na Maçonaria, igualmente teve uma presença importante, pois foi o Primeiro Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil, tendo assumido em 19/07/1822. Ainda, por mais uma vez, ocupou esse elevado cargo de Grão Meste do GOB. Também, foi Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho e fundou o Consistório no Rio de Janeiro, o nosso Consistório nº 1.

    Adiante, segue o Primeiro Presidente do Consistório nº 1 o Coronel do Exército Imperial do Brasil, Manoel José de Oliveira, que pertenceu a Imperial Academia Militar, como seu Sub Comandante, nos anos de 1823/1831. (hoje, AMAN - Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, no Sul do Estado do Rio de Janeiro.

    Por fim, temos a belíssima Porta, que mostra a parte externa da entrada do Templo do Consistório nº 1. A parte externa da Porta, em madeira de lei é muito bem trabalhada e ornamentada com figuras da Águia Bicéfala, de acordo com a heráldica do Rito Escocês Antigo e Aceito e mais a Cruz de Salem, nome de origem árabe, que quer dizer, perfeito, sábio. Tal Cruz de Salém, tem origem nobre, nas Sublimes Ordens da Cavalaria da Cruz de Salem, cujo símbolo se caracteriza pela Cruz com duas barras horizontais, na parte inferior e superior de igual tamanho.

    Fica pois, mais esse comentário, à título de colaboração e amor ao nosso Rito Escocês Antigo e Aceito.
    Grande Inspetor Geral, Ir. Sangenis, Membro Efetivo do Consistório, nº1.

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