quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Assuntos do Grau 31 (Origem histórica e mitologia do Grau 31)

Painel do Grau 31
    O Grau 31 (Grande Inspetor Inquisidor Comendador) é classificado como grau administrativo e o desenvolvimento do seu ritual refere-se à representação de um tribunal onde se praticam a Justiça e a Equidade. Essa corte é presidida por um Franco-Conde, auxiliado por dois Franco-Juízes e pelos demais membros administração.
     O principal relato do ritual do Grau 31 faz referência à Europa no período medieval, quando, por conta da invasão dos povos bárbaros e a consequente queda do Império Romano, as leis imperiais, as instituições romanas e formas de administrar a sociedade foram, em grande parte, abandonados, resultando que, em diversas áreas, se espalharam a desordem, a criminalidade e a injustiça.
O Império Romano incluiu toda a Europa Ocidental e todo o em torno do
Mar Mediterrâneo, chamado à época pelo romanos de Mare Nostrum.

   Em algumas regiões, como na Alemanha, a reação à falência do modelo da civilização romana foi a criação de tribunais para a aplicação sumária da justiça. A Santa Feme (ou Santa Vehme) foi um desses tribunais. 
   A Santa Feme possuía o título de Soberano Tribunal.
A cidade de Dortmund, na Westfália, foi um dos 
principais centros de atuação dos tribunais fêmicos.
  Os crimes reprimidos pelos Soberanos Tribunais tinham as seguintes características: ou ameaçavam a ordem social ou desafiavam o poder da Igreja, vindo daí o título de Santo a esse colegiado de juízes.
   Com o fim da Idade Média e a formação dos Estados-Nacionais, os países recém-criados constituíram poderes judiciários organizados e independentes. Com isso, os tribunais fêmicos perderam progressivamente espaço e a razão de existirem.
  Um dos personagens de destaque no período de surgimento dos tribunais fêmicos foi o imperador Carlos Magno, ou Carlos I, o qual foi sagrado Imperador do Ocidente pelo papa Adriano III. Esse grandioso título havia sido utilizado pela última vez em 476 a.C., pelo imperador romano Rômulo Augusto.
A coroação de Carlos Magno pelo Papa Leão III deu início a uma tradição
que reconhecia a prevalência do poder religioso sobre o poder político,
na qual os verdadeiros reis necessitavam "da benção" da Igreja.
   Carlos Magno imperou praticamente sobre toda a Europa Ocidental e realizou importantes ações na área da educação, do comércio, da cultura e das leis. 
   Outro personagem apresentado no ritual é o rei Ruperto III, ou Ruperto, o Breve. Esse monarca foi rei da Germânia a partir de 1400, onde viveu de 1352 a 1410. Seu papel é pouco relevante no contexto geral do Grau 31. Contudo, segundo a tradição, Ruperto III tornou oficial o Tribunal da Santa Feme.
   Outra importante referência histórica relatada no ritual do Grau 31 situa-se no século XVIII, no período em que Frederico II, rei da Prússia, conquistou a hegemonia política e militar em diversas regiões da Áustria, Alemanha e Polônia. Esse monarca teve um papel importante na organização econômica e jurídica da Alemanha, tendo criado o Banco de Berlim e reorganizado o exército prussiano de modo a dotá-lo de oficiais extremamente disciplinados, o que mais tarde demonstrou ter sido uma peça importante na futura unificação da Alemanha. 
   Conforme o Ritual, por intermédio de Frederico II, o Rito Escocês Antigo e Aceito foi reestruturado, passando de 25 para 33 graus. Nessa ocasião, foi criado o Grau 31, inspirado nos tribunais fêmicos alemães.
   O Grau 31 também nos remete à mitologia do Antigo Egito, nesse caso ao Tribunal de Osíris. Essa corte divina representa o conjunto de alegorias pelas quais os antigos egípcios acreditavam que se aplicava a Justiça Divina após a morte.
Link para => Tribunal de Osíris
   O ritual descreve sumariamente a formação do Tribunal de Osíris, descrevendo-o como uma corte que avalia os atos de cada pessoa no decorrer da vida. Esse colegiado, presidido pelo deus Osíris, era formado por 42 deuses-juízes.
No Egito, a deusa Maat significava a
Verdade, da qual não se pode escapar.
   O morto ao chegar ao tribunal tinha o coração retirado pelo deus Anúbis (deus da mumificação e da vida após a morte) e pesado num dos pratos de uma balança onde, no outro prato estava colocada uma pena da deusa Maat (deusa da verdade). O coração do morto estando mais pesado que a pena de Maat indicava a sua condenação. 
  O resultado da medição era anotado pelo deus Toth (deus dos escribas e da magia)
  Caso o morto fosse absolvido, ele seguiria, juntamente com seus pertences, para o paraíso de Aaru. Caso fosse condenado, teria seu espírito destruído por Ammut, o devorador.
Link para => Ammut, o devorador

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