domingo, 23 de março de 2014

Personagens do Grau 31 (Têmis)


     A deusa grega Têmis (ou Themis), personagem do Grau 31 (Grande Inspetor Inquisidor Comendador), era filha do deus Urano (o Céu) e da deusa Gaia (o planeta Terra).
     Têmis era uma deusa titânide, ou seja, pertencia ao grupo dos mais antigos deuses (deuses anciões) da Mitologia Grega.
Urano, pais de Themis, era um velho deus que fecundava 
a deusa Terra, mas não permitia que seus filhos
nascessem, mantendo-os presos no interior da mãe.
     Quando criança, Têmis foi entregue por sua mãe Gaia (ou Géia) à deusa Nyx (a Noite), a fim de protegê-la das loucuras de seu pai Urano (ou Ouranus, ou Uranus). Deste modo, Têmis foi criada junto com a deusa Nêmesis (deusa da Vingança, ou da Compensação), filha de Nyx.
Nemesis, a deusa alada, era considerada uma divindade 
implacável que, por vezes, tinha a tarefa de trazer
 os criminosos à presença de Têmis, para serem julgados. 
     Na Mitologia Grega, a deusa Têmis representava a ordem, a eqüidade, o Direito e o equilíbrio. Deste modo, Têmis era considerada como a divindade que assegurava a estabilidade e harmonia no âmbito na sociedade divina.
   Especificamente no Olimpo, Têmis era a deusa responsável por convocar a assembléia dos deuses e, posteriormente, passou a ser conselheira de Zeus, o rei dos deuses gregos.
zeus apolo hera
A assembléia dos deuses olímpicos era formada por:
Zeus (rei dos deuses), Hera (rainha dos deuses), Poseidon (deus dos mares), Atenas (deusa da sabedoria), Hades (deus do mortos), Afrodite (deusa do amor),
Ares (deus da guerra), Héstia (deusa do lar e da família), Apolo (deus do sol), Deméter (deusa da agricultura), Hefesto (ferreiro do deuses), Dionísio (deus do vinho), Ártemis (deusa da caça) e Hermes (mensageiro do deuses).
   No âmbito do mundo físico, Têmis participava na manutenção do equilíbrio do Universo, assegurando que houvessem a ordem e a estabilidade cósmicas.
      Entre os homens, Têmis representava a devoção do povo grego aos costumes e a obediência às leis. Nesse caso, Têmis tinha a função de estabelecer para o homem o caminho social correto.
    Inicialmente, Têmis era considerada uma divindade que apenas zelava pelo cumprimento dos juramentos, visto que, diante dos magistrados, as pessoas juravam por Têmis. Com o tempo e como essa deusa era frequentemente invocada durante os julgamentos, Têmis passou a ser considerada como uma deusa da Justiça.
    Artisticamente, Têmis é atualmente representada vendada,  tendo numa das mãos uma balança e, na outra, uma espada, simbolizando os poderes de julgar e de fazer cumprir os vereditos. Originalmente, Têmis portava uma espada e uma cornucópia.
Além de representar a Justiça Divina, a balança de Têmis 
simbolizava a manutenção do Equilíbrio Universal.
   Têmis, a quem os romanos chamavam Justitia, foi a segunda esposa de Zeus. As principais filhas desse casamento foram: as deusas Horas (link para => deusas Horas) e as Moiras (deusas do Destino).
    Têmis era uma deusa oracular, ou seja, comunicava-se com os homens através de oráculos (videntes) a fim de dar-lhes o conhecimento do futuro da humanidade. Essa deusa antecedeu o deus Apolo nas cerimônias de adivinhação no Oráculo de Delfos.
   A deusa Têmis, ao final, eternizou-se quando foi ocupar um lugar no céu, transformando-se num conjunto de estrelas, a Constelação de Libra, onde essa divindade encontra-se representada pela sua balança.
    Na tradição grega, com a partida de Têmis (a Justiça do Deuses) para o céu, sua tarefa entre os homens é herdada por uma de suas filhas, a deusa Dikê (deusa da Justiça, a Justiça dos Homens), que desejava abolir as antigas leis baseadas no temor e na cega obediência aos deuses.
   Na esfera social, a passagem da justiça de Têmis para a justiça de Dikê (para os romanos Astréia, ou Astrea) está diretamente relacionada ao desenvolvimento da Filosofia Grega, apoiada por pensadores como: Sócrates, Platão e Aristóteles.
O filósofos trouxeram novas formas de entender o mundo 
e a Humanidade, e seus ensinamentos baseavam-se na 
realidade dos homens e não mais na vontade dos deuses.
     No Rito Escocês Antigo e Aceito é um importante símbolo da Justiça que reforça os ensinamentos do Grau 31 (Grande Inspetor Inquisidor Comendador).

2 comentários:

  1. Muito interessante. Aprendi muito com esse artigo. Parabens!
    Anderson

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    Respostas
    1. Caro Anderson, obrigado pela participação.
      Te desejamos saúde e paz.

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