Mostrando postagens com marcador Estudos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Estudos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Homenagem a São João, padroeiro da Maçonaria

    Tradicionalmente, os ensinamentos maçônicos afirmam que São João é o padroeiro da Maçonaria. Contudo, não existe um consenso definitivo sobre qual São João é o nosso verdadeiro patrono.
   Para não errar, o Blog do Consistório Nº 1 homenageia simbolicamente, no dia 24 de junho, os três mais conhecidos candidatos a Padroeiro da Maçonaria.

I - São João Batista (ou São João, o Batista)

    João Batista foi um eremita, profeta e pregador que viveu na Judeia, no início do Século I. 
   Conforme narra a Bíblia, o título de batista referia-se ao fato de João Batista pregar o arrependimento dos pecados e, posteriormente, batizar os arrependidos.
João Batista era pregador na Judeia,
e atuava nas proximidades do rio Jordão.


    João Batista, além de anunciar a vinda do Messias, foi um severo crítico do governo romano na Judeia, tendo sido, por isso, perseguido e executado.
   A morte de João Batista, decapitado, possui forte significado maçônico. Simbolizando a mensagem de um homem que prefere ter a garganta cortada, a negar a sua Verdade pessoal.


II - São João Evangelista (ou São João, o Evangelista, ou Apóstolo João)

     O apóstolo João foi o mais jovem dos doze discípulos de Jesus Cristo, e viveu entre os anos 6 e 103 da Era Cristã.
   De acordo com o Livro da Lei, João foi o mais fiel discípulo e acompanhou Jesus até o instante da sua crucificação, no Gólgota.
O apóstolo João escreveu o
Apocalipse durante o seu exílio
 na ilha de Patmos, na Grécia.
   As obras bíblicas atribuídas a João Evangelista são: suas três Epístolas, o Evangelho segundo São João e o Livro do Apocalipse. Nesse último livro, o apóstolo narrou sua visão profética dos Últimos Dias e a vinda da Jerusalém Celestial, estudada no Grau 19 (Grande Pontífice, ou Sublime Escocês) do Rito Escocês Antigo e Aceito.
Link para o estudo sobre => Jerusalém Celeste


    Maçonicamente, o exemplo de vida deixado por São João Evangelista, ressalta a fidelidade, o companheirismo e a lealdade como virtudes maçônicas fundamentais.

    A fim de ilustrar a vida de João, o Evangelista, segue abaixo os links para o filme Apocalipse, estrelado por RICHARD HARRIS.
Link para o filme => Apocalipse


III - São João de Jerusalém (ou São João Esmoler, ou São João Esmoleiro, ou São João Elimosinário)

    São João de Jerusalém nasceu em Chipre, no ano de 550 depois de Cristo.
   Ao longo da vida sacerdotal, São João Esmoler foi patriarca e bispo da cidade de Alexandria, no Egito, onde desenvolveu um trabalho de filantropia destinado aos pobres.

Durante o bispado em Alexandria,
João Esmoler chegou a distribuir
bens da própria Igreja para os pobres.
   São João Esmoleiro atuou também na cidade de Jerusalém, onde criou organizações (pequenos hospitais e abrigos) destinados a socorrerem os cristãos feridos e peregrinos que visitavam o Santo Sepulcro e a Cidade Santa. 
     As organizações de assistência criada por São João Esmoler estão entre aquelas que posteriormente deram origem à criação da Ordem de São João de Jerusalém (ou Ordem dos Cavaleiros Hospitalários), posteriormente denominada Soberana Ordem Militar e Hospitalar de São João de Jerusalém, Rodes e Malta (link para => Ordem de São João de Jerusalém, Rodes e Malta).
   O exemplo de São João Esmoler está diretamente relacionado à caridade, à fraternidade e à ajuda desinteressada que devem inspirar o comportamento maçônico.


SALVE SÃO JOÃO, NOSSO PADROEIRO!

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Tribunais do Grau 31 do Rito Escocês Antigo e Aceito

       A doutrina do Grau 31 (Grande Inspetor Inquisidor Comendador) do Rito Escocês Antigo e Aceito está, em grande parte, voltada à aplicação do conceito maçônico de Justiça como mais um elemento da formação humana que propicia a estabilidade social.
Têmis é uma deusa da mitologia grega associada à Justiça,
tendo em suas mãos representados o direito de julgar e o direito de punir.

      Para representar a aplicação maçônica da Justiça, o Grau 31 apresenta vários símbolos relacionados à História da Humanidade e à Mitologia.
O Tribunal de Osíris representa a aplicação da Justiça Divina após a morte.

      No decorrer dos ensinamentos do Grau 31 são estudados alguns sistemas colegiados, organizados na forma de tribunais que, ao longo da História da Humanidade foram fundamentais para a organização de seus sistemas políticos, legais e sociais.
      Clique no link abaixo e acesse o estudo que aborda: o Tribunal de Osíris, originário da antiga mitologia egípcia, e o Tribunal da Santa Vehme, praticado em regiões da Europa, durante da Idade Média.
Link para => Tribunais do Grau 31

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Estudo relativo à Roma Antiga, Santa Vehme e ao rei da Prússia, Frederico II

     O Grau 31 do Rito Escocês Antigo e Aceito (Grande Inspetor Inquisidor Comendador) estuda diferentes períodos da História da Humanidade.
Na sua maioria, os símbolos do Grande Inspetor Inquisidor estão relacionados à Justiça.
      Os ensinamentos do Grau 31 englobam o período de decadência da Roma Antiga, passam pela crise ocorrida na Idade Média europeia após a queda do Império Romano e alcançam o período do Iluminismo Germânico com o destacado estrategista e líder militar  Frederico II, rei da Prússia.
     Segue o link abaixo para visualizar um breve estudo desses períodos da História e os símbologia a eles associados.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Estudo sobre os Grandes Filósofos do Grau 32

      O Grau 32 do Rito Escocês Antigo e Aceito (Sublime Príncipe do Real Segredo) estuda alguns personagens da História que tiveram importantes papéis nos rumos seguidos pela Humanidade, desde a Antiguidade, no Antigo Extremo Oriente, passando pelo Oriente Médio e chegando à Grécia Clássica.
          Entre esses personagens estão: Buda, Maomé, Zoroastro, Jesus de Nazaré, Hermes Trimegisto, Moisés, Platão e Confúcio.

         Segue abaixo o link relativo ao estudo sobre esses importantes filósofos, os quais, alegoricamente, ocupam a Cripta da Grande Luzes.

terça-feira, 11 de julho de 2017

O profeta Ageu e o Rito Escocês Antigo e Aceito

    Nos estudos do Grau 32 (Sublime Príncipe do Real Segredo) do Rito Escocês Antigo e Aceito, o profeta bíblico Ageu (ou Aegeo, ou Aggeus) é apresentado como um personagem de profundo significado para a doutrina maçônica.
    Conforme narra a tradição hebraica, as pregações de Ageu ocorreram após o retorno à Terra Santa dos hebreus que estavam sob cativeiro na Babilônia, aproximadamente no ano de 538 antes de Cristo.
   O profeta Ageu pregava exortando o povo hebreu a participar da reconstrução do Segundo Templo de Jerusalém (o Primeiro Templo havia sido destruído pelos babilônios, comandados por Nabucodonozor II), visto que cada israelita que havia retornado, estava preocupado apenas em resolver seus próprios problemas e o Povo de Israel negligenciava a obra de reconstrução do Templo, que destinava-se ao culto de Yahweh, o Deus Único dos hebreus.
    Ageu alertava que a obra da reconstrução da Casa de Deus estava abandonada, que o Povo Escolhido estava desunido e que a comunidade hebraica ameaçava desintegrar-se.
Aegeo
Ageu já era idoso quando o  iniciou usa exortação à reconstrução
do Templo e suas pregações duraram pouco mais de quatro meses.
  Nesse período da reconstrução do Templo, dois personagens se destacaram, reunindo e motivando os israelitas em torno da retomada dos trabalhos de reconstrução: o governador Zorobabel (link para => Zorobabel) e o sumo-sacerdote Josué.
     A reconstrução do Templo de Jerusalém serviu como o cimento que uniu o povo hebreu disperso em torno de um ideal religioso e comunitário.
   No que se refere à doutrina Maçônica, pode-se associar a mensagem de Ageu à ideia de que a reconstrução simbólica do Templo à Virtude é uma tarefa diária, sob a responsabilidade de cada maçom. 
     Do ponto de vista do Rito Escocês Antigo  Aceito, Ageu é o digno semeador do ideal de construção de uma sociedade onde a Paz, a Harmonia e a Concórdia formam a argamassa que liga toda a Grande Obra da Maçonaria.
    Clique no link abaixo e assista um breve estudo sobre o Profeta Ageu.
Estudo sobre o => Profeta Ageu

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Os antigos templos hebreus destinados ao culto a Yahweh e o Rito Escocês Antigo e Aceito

     De acordo com a tradição hebraica, a partir do chamado de Yahweh (o Deus Único dos hebreus), Abraão partiu com a sua família da cidade antiga de Ur, na Mesopotâmia (aproximadamente no ano 2.000 a.C.)  rumo a Siquém (ou Sechem), na Palestina.
mar morto
Após sair de Ur, Abraão e sua família dirigiram-se a Haran (ou Harã) e seguiram para Siquém. De Siquém, os hebreus dirigiram-se para o Egito, de onde foram expulsos pelo faraó e retornaram para a Palestina, fixando-se em Hebron.
    Esse clã conduzido por Abraão é considerado o primeiro grupo hebreu, pois agia segundo a vontade do Deus Único dos hebreus (Yahweh). Em razão desse fato, Abraão é considerado o primeiro patriarca do Povo Escolhido.
maçonaria
A travessia do Mar Vermelho foi um
 episódio marcante na libertação
 dos hebreus da escravidão no Egito.
    O livro do Gênesis relata que Jacó (ou Israel), neto de Abraão, alguns anos mais tarde, mudou-se com o povo hebreu, da Palestina, onde havia uma grande seca, para o Egito onde, mais tarde, os hebreus tornaram-se escravos dos egípcios.
    Com a libertação dos hebreus da escravidão no Egito (em torno do ano 1.250 a.C.) e sua partida para Canaã (ou Terra Prometida), o culto a Yahweh passou a realizar-se numa tenda portátil, própria para essa adoração, chamada Tabernáculo.


Link explicativo sobre o => Tabernáculo

    Essa tenda era transportada juntamente com os objetos sagrados, durante o percurso dos hebreus no deserto.
maçonaria

     De acordo com a Bíblia, após o povo hebreu fixar-se na Palestina e formarem um reino, com a capital em Jerusalém, foi possível a construção de uma edificação em alvenaria, onde o culto pudesse ser realizado. 
   A tradição maçônica afirma que essa edificação foi mandada construir pelo rei Salomão (aproximadamente no ano de 960 a.C.), em parceria com Hirão, rei da cidade fenícia de Tiro, e sob a direção do mestre-arquiteto Hiram Abiff. Essa construção recebeu o nome de Templo de Jerusalém (ou Templo de Salomão, ou Beit Hamikdash).
     Alguns séculos após o reinado de Salomão, a Palestina foi invadida pelos babilônios, o Templo de Jerusalém foi destruído (aproximadamente no ano de 586 a.C.) e os hebreus levados como escravos para a Babilônia (Primeira Diáspora Judaica).
       Com a destruição do Templo de Jerusalém, os hebreus no exílio passaram a realizar seus cultos em residências e em outros espaços, dando origem ao surgimento das sinagogas.
Uma das antigas práticas das sinagogas é  a leitura da Torá, manuscrita
da direita para a esquerda, em rolos de pergaminhos, contendo o Pentateuco
(cinco primeiros livros da Bíblia), a qual é guardada numa arca própria.
    A partir de 537 a.C., sob a iniciativa de Zorobabel, Esdras e Neemias, devidamente autorizados por Ciro, o Grande, rei da Pérsia, os hebreus retornaram à Palestina e o Templo de Jerusalém foi reconstruído. Essa segunda edificação foi chamada Templo de Zorobabel (ou Segundo Templo).
hebreus
Durante a construção do Segundo Templo, os operários permaneciam
 armados para defenderem-se do ataque dos samaritanos.
 
     Aproximadamente no ano de 63 a.C., o Império Romano invadiu a região da Palestina e submeteu os hebreus. 
    Durante o reinado de Herodes, o Segundo Templo foi reformado e ampliado nos padrões romanos. Esse novo templo, que foi construído sobre uma plataforma artificial chamada Monte do Templo, não teve a finalidade exclusivamente religiosa dos templos anteriores.
    Essa construção chegou a ser usada como um mercado, no tempo de Jesus Cristo e ficou conhecida como Templo de Herodes (ou, para alguns autores, Terceiro Templo).
Link explicativo sobre o => Templo de Herodes
     O Templo de Herodes foi destruído pelos romanos no ano 70 depois de Cristo, o povo hebreu foi expulso da Palestina e disperso pelo Oriente Médio, Ásia, Europa e África (Segunda Diáspora Judaica).
      As tradições maçônicas relacionadas ao Tabernáculo, ao Templo de Jerusalém e ao Templo de Zorobabel servem de conteúdo, direta ou indiretamente, para todos os graus do Rito Escocês Antigo e Aceito.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A Rosa Mística e o Rito Escocês Antigo e Aceito

     A Rosa Mística (ou Cândida Rosa) é um dos mais importantes símbolos dos Altos Graus (do Grau 4 ao Grau 33) do Rito Escocês Antigo e Aceito, pois associa aspectos esotéricos, religiosos e poéticos.
    Na tradição cristã, a Rosa Mística possui vários significados. O primeiro deles está ligado às aparições da Virgem Maria na região de Montichiari, na Itália, entre os anos de 1947 e 1976.
       Nessas epifanias, a imagem de Nossa Senhora surgia tendo uma coroa luminosa à frente do coração, a qual tinha tinha o formato semelhante a uma rosa.
      As aparições da Virgem Maria em Montechiari atraíram inúmeros fiéis católicos e deram origem ao culto de Nossa Senhora da Rosa Mística.
       O misticismo da rosa é também narrado na mitologia da Grécia Antiga. 
     Conta uma lenda, que a deusa Afrodite encontrou o jovem Adônis, por quem era apaixonada, gravemente ferido devido ataque de um enorme javali. Ao socorrê-lo, Afrodite se feriu, quando tentava deitar o corpo de Adônis sobre roseiral ainda em flor. 
   O sangue da deusa ferida tingiu as rosas que desabrochavam. 
       A lenda relata que Afrodite colheu as flores manchadas com seu sangue e colocou-as sobre o ferimento de Adônis, regenerando a ferida e revivendo o seu amado.
Com essa lenda tem início, na Antiguidade Grega, 
a associação da rosa vermelha ao amor apaixonado.
    O mito sobre Afrodite e Adônis deu origem à cerimônia conhecida como rosália, a qual posteriormente originou a tradição de depositar flores sobre os túmulos, simbolizando o desejo da regeneração física e espiritual dos mortos.
    Sob o ponto de vista iniciático, o significado da rosa mística pode ser compreendido como a vitória definitiva após o sofrimento mais intenso. 
   Em uma das mais importantes obras da literatura universal, A Divina Comédia, o poeta Dante Alighieri, no final da sua trajetória, após atravessar os suplícios do Inferno e do Purgatório, conseguiu contemplar a Rosa Mística, no lugar mais alto do Paraíso (ou Empíreo), onde habitavam, em torno de Deus, os santos e os seres abençoados.
Na obra A Divina Comédia, Dante e sua amada Beatriz
contemplaram o Empíreo. Essa região era composta por seres que
circundavam uma intensa luz, cuja imagem assemelhava-se a uma rosa.
Link para a descrição do => Paraíso, 
feita por Dante Aliguieri
  Sob o aspecto hermético, a Rosa Mística é entendida, algumas vezes, como o objetivo final do iniciado, ou seja, o de visitar o interior da terra e de lá retornar após ter contemplado essa Rosa Sagrada, de forma semelhante ao ensinamento contido na expressão V.I.T.R.IO.L..
Link para melhor entender o => V.I.T.R.I.O.L.
Link para melhor entender => Visita o interior da terra
   À luz do entendimento cristão, a Rosa Mística é a Salvação do Espírito que, após enfrentar os sofrimentos da vida material, encontra a felicidade eterna junto a Deus.
    Sob o ponto de vista maçônico, é possível atribuir à Rosa Mística o mesmo significado da Palavra Perdida, pois ambas simbolizam os mais profundos mistérios que devem ser desvelados pelos iniciados.
Link pra melhor entender a => Palavra Perdida
   Na Maçonaria, a Rosa Mística é apresentada, por exemplo, no Grau 18 (Cavaleiro Rosacruz, ou do Pelicano) como elemento central dos estudos, os quais incluem, entre outros temas: o Misticismo Cristão, a Alquimia, o Hermetismo e a Tradição Rosacruz.
No Grau 18 (Cavaleiro do Pelicano), a rosa e a cruz formam
um símbolo que serve de base para todo o entendimento desse Grau.
      Em relação ao Rito Escocês Antigo e Aceito, além do significado relacionado a Cristo, a Rosa Mística pode também representar: a conquista final da alma, a ascensão espiritual definitiva ou o último patamar da evolução espiritual.
Diferentemente do Cristianismo, que prega a Salvação, no Budismo, o
último patamar da evolução espiritual é o Nirvana, um estado espiritual
de pura felicidade e completamente além do sofrimento.