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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Estudo sobre Sócrates (Áudio)

   No Grau 32 (Sublime Príncipe do Real Segredo) do Rito Escocês Antigo e Aceito, são estudados os ensinamentos do filósofo grego Platão (Link para => estudo sobre Platão).
   Platão foi discípulo de Sócrates, pensador ateniense, o qual desenvolveu o estudo da Filosofia utilizando o método do diálogo.
   A compreensão do pensamento socrático permite um melhor entendimento dos ensinamentos do filósofo Platão e de aspectos importantes da doutrina do Grau 32
A crença nos antigos deuses como Poseidon,
deus do mares, permaneceu ativa, mesmo após
o surgimento dos grandes filósofos gregos.

   Clique nos quadros abaixo e acesse dois estudos sobre o a vida e o pensamento filósofo Sócrates.

Áudio Nº 1


Áudio Nº 2

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Ary Azevedo de Moraes (Ary Charuto), ex-presidente do Consistório Nº 1.

    ARY AZEVEDO DE MORAES, o saudoso Ary Charuto, era maçom mineiro, nascido em Juiz de Fora. Foi iniciado no dia 17 de junho de 1944, chegando a ser o decano da Loja Cayrú Nº 762 (Link para => Loja Cayrú), no bairro Méier, no Rio de Janeiro.
    Ary Charuto pertencia também ao quadro de obreiros da  tradicional Loja Esperança Nº 0037, também localizada no Rio de Janeiro.
   Durante mais de sessenta e seis cinco da sua vida, dedicou-se à Maçonaria Brasileira, onde exerceu inúmeros cargos nas potências simbólicas, chegando a tornar-se o decano da Soberana Assembléia Federal Legislativa e portador da Comenda Dom Pedro I.
Consistório de Príncipes do Real Segredo
O maçom Ary Azevedo de Moraes teve sempre
 uma ação maçônica firme e destacada.
 

   Nos Altos Graus do Rito Escocês Antigo e Aceito, Ary Charuto alcançou o Grau 33 (Grande Inspetor Geral) e exerceu o cargo de Presidente do Mui Poderoso Consistório de Príncipes do Real Segredo Nº 1, no período entre 03 de maio de 1990 e 15 de outubro de 1993.
    No Supremo Conselho do Grau 33 para o Rito Escocês Antigo e Aceito, ocupou o cargo de Membro Efetivo e era um personagem sempre presente no dia-a-dia daquela potência maçônica.
Consistório de Príncipes do Real Segredo
Ary Charuto vestido com os paramentos
de Membro Efetivo do Supremo Conselho.
 
    Na vida profana, Ary Charuto trabalhou na assessoria do governo de Juscelino Kubtischeck, foi fabricante do medicamento odontológico Um Minuto, participou da fundação da rede das Pioneiras Sociais e foi tesoureiro da Cruz Vermelha Brasileira.
    Como autor, Ary Azevedo Moraes escreveu o livro "Eu vi e vivi", disponível na biblioteca do Grande Oriente de São Paulo (Link para => Biblioteca Maçônica Virtual Ibrahim Nobre).
   Ary Charuto após 89 anos de uma vida intensamente vivida, faleceu no dia 22 de outubro de 2009, e deixou na Maçonaria Fluminense uma lacuna que jamais será preenchida.
    Clique no link abaixo e acesse o vídeo em homenagem ao saudoso eterno Presidente do Consistório Nº 1, Irmão Ary Azevedo de Moraes.
Vídeo em homenagem ao => Ary Charuto

domingo, 6 de julho de 2014

Personagens do Grau 32 (Frederico II, o Grande) - Complementação

    Complementando o estudo sobre Frederico II, o Grande, rei da Prússia.
Link para o estudo sobre => Frederico II, rei da Prússia
A Prússia foi uma poderosa nação, que dominou boa parte da 
Europa Central durante o século XIX e que, através do presidente 
Otton von Bismarck, deu origem ao Império Alemão. 
     Clique no quadro abaixo para acessar o áudio sobre esse importante monarca, déspota esclarecido e modernizador da Prússia.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Personagens do Grau 32 (Ciro II, o Grande)

Consistório de Príncipes do Real Segredo
Ciro II, o Grande, forjou um dos
 maiores impérios da Antiguidade.
    A partir do ano de 598 a.C., teve início a deportação em massa do povo hebreu para a Babilônia, vencido pelo rei Nabucodonosor II, ficando esse fato conhecido como a Primeira Diáspora Hebraica.
  Durante os setenta anos seguintes, os hebreus exilados permaneceram como escravos na Babilônia.
     O fim da escravidão do Povo Escolhido só ocorreu após Ciro II, o Grande, rei da Pérsia, conquistar a Babilônia, autorizar o retorno do povo hebreu à Palestina e apoiar a reconstrução do Templo de Jerusalém, que recebeu o nome de Templo de Zorobabel.
    Sob o governo de Ciro II, o Grande, o império persa viveu seu apogeu, estendendo-se do atual território do Afeganistão até as bordas do Mar Mediterrâneo, na Palestina.
Príncipes do Real Segredo
O império persa dominou cidades antigas importantes como:
Damasco, Tiro, Tarso, Atenas, Mênfis, Samarcanda e Bizâncio.
    Clique no quadro abaixo e acesse o áudio com uma breve biografia sobre Ciro II, o Grande, rei da Pérsia, importante conquistador da Antiguidade e libertador dos hebreus do cativeiro babilônico.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Personagens do Grau 32 (Frederico II, o Grande)

     Frederico II, o Grande, rei da Prússia (ou o Rei Filósofo), foi um dos mais destacados déspotas europeus. 
     Além de culto e apreciador da arquitetura, da pintura e da música francesas, Frederico II estimulou a implantação das ideias pregadas pelo Iluminismo. Durante seu período de governo à frente do Império Alemão, esse imperador, entre outras ações relevantes, decretou a abolição da servidão, aumentou a liberdade de imprensa, proclamou a liberdade religiosa e criou o Banco de Berlim.
Frederico II
Frederico II era um mecenas, protetor dos
músicos e pintores da sua época.
   Frederico II foi também um grande administrador e um vitorioso líder militar. Sua participação mais destacada foi na Guerra dos Sete Anos. Nessa ocasião, o Império Alemão resistiu em diversas batalhas, às tropas da França, da Rússia e da Áustria.
    Frederico II é um personagem importante na construção da história do Rito Escocês Antigo e Aceito. Sobre a sua imagem imperial foram criados diversos mitos, relacionados à sua participação na Maçonaria e na criação dos Altos Graus do Rito Escocês Antigo e Aceito.
    O Grau 32 (Sublime Príncipe do Real Segredo) estuda de forma destacada esse importante imperador europeu.
     Clique no link abaixo para acessar um documentário  da BBC sobre a vida de Frederico II, o Grande, rei da Prússia.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Personagem do Grau 32 (Moisés) - Em áudio

      Clique na imagem abaixo e ouça um breve estudo sobre a vida de Moisés, o patriarca hebreu que libertou o povo hebreu da escravidão no Egito e que conduziu seu povo pelo deserto a caminho de Canaã (A Terra Prometida).
    Moisés é um importante personagem da Cripta dos Grandes Filósofos do Grau 32 (Sublime Príncipe do Real Segredo).

domingo, 11 de maio de 2014

Assuntos do Grau 32 (Zoroastrismo) - Em áudio

    Zoroastro (ou Zarathustra), profeta da Antiga Pérsia e personagem da Cripta dos Grandes Filósofos do Grau 32 (Sublime Príncipe do Real Segredo), fundou a religião denominada Zoroastrismo (ou Parsismo, ou Mazdeísmo).
   O Zoroastrismo é considerado como a primeira religião que pregou o Monoteísmo Ético, ou seja, uma religião na qual o deus único exigia uma determinada conduta moral dos seus seguidores. 
   O Monoteísmo Ético é o padrão de religião que atualmente caracteriza: o Judaísmo, o Islamismo e o Cristianismo, principais religiões monoteístas do planeta.
   Clique no quadro abaixo para acessar o áudio com uma breve descrição sobre o Zoroastrismo e suas semelhanças com as grandes religiões monoteístas.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Personagens do Grau 32 (Buda) - Em áudio

    Clique no vídeo abaixo e ouça um breve estudo sobre a vida de Buda, personagem da Cripta dos Grandes Filósofos do Grau 32 (Sublime Príncipe do Real Segredo).

terça-feira, 29 de abril de 2014

Personagens do Grau 32 (Jesus) - Em áudio

    Clique no vídeo abaixo e ouça um breve estudo sobre a vida de Jesus de Nazaré (ou Jesus, o Cristo), personagem da Cripta dos Grandes Filósofos do Grau 32 (Sublime Príncipe do Real Segredo).

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Personagens do Grau 32 (Confúcio) - Em áudio

   Clique no vídeo abaixo e ouça um breve estudo sobre a vida de Confúcio (ou K’ung-fu-tzu, K’ung-tzu, Kongfuzi ou Kongzi), o principal filósofo e pensador político da China, personagem da Cripta dos Grandes Filósofos do Grau 32 (Sublime Príncipe do Real Segredo).

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Estudo sobre Aristóteles - Em áudio

   Clique na imagem abaixo e ouça o estudo sobre Aristóteles, principal aluno da Academia de Platão e fundador do Liceu, um destacado centro de estudos da Grécia Antiga, o qual pesquisava temas como: Geometria, Filosofia, Matemática e Retórica.
      O Rito Escocês Antigo e Aceito utiliza, em grande parte, o Método Aristotélico (ou Lógica Aristotélica), como modo de elaborar e ministrar seus princípios filosóficos.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Personagens do Grau 32 (Platão) - Em áudio

    Clique no vídeo abaixo e ouça um breve estudo sobre a vida de Platão, filósofo grego e personagem da Cripta dos Grande Filósofos do Grau 32 (Sublime Príncipe do Real Segredo).

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Personagens do Grau 32 (Maomé) - Em áudio

    Clique no vídeo abaixo e ouça um breve estudo sobre a vida de Maomé, profeta islâmico e personagem da Cripta dos Grande Filósofos do Grau 32 (Sublime Príncipe do Real Segredo).

terça-feira, 25 de março de 2014

Advogado Humberto Chaves (Ex-Presidente do Consistório Nº 1)

     O maçom HUMBERTO CHAVES foi iniciado no dia 19 de julho de 1916, na Augusta Respeitável Grande Benfeitora Loja Simbólica Acácia Nº 177 (link para => Loja Acácia Nº 177), localizada no município de Niterói.
   
Nos Graus Simbólicos, foi filiado e membro honorário de diversas lojas do Estado do Rio de Janeiro, chegando a ser Grande Secretário Geral da Ordem, durante o terceiro mandato de OTÁVIO KELLY à frente do Grão Mestrado do Grande Oriente do Brasil (período entre 1931 e 1933). Foi também agraciado com o título de Benemérito da Ordem.

     No ano de 1968, sob o Grão Mestrado de ÁLVARO PALMEIRA, fez parte da comissão do Grande Oriente do Brasil responsável pela revisão da Constituição do Rito Brasileiro, a qual foi aprovada no mesmo ano.
Em 1968, o Rito Brasileiro, apesar de
regular, não possuía lojas funcionando no
âmbito do Grande Oriente do Brasil.
   Após a promulgação da Constituição do Rito Brasileiro, HUMBERTO CHAVES assumiu o cargo como o primeiro Soberano Grande Primaz do Supremo Conclave do Brasil para o Rito Brasileiro (link para o => Supremo Conclave do Brasil para o Rito Brasileiro) e, nessa condição, firmou o Tratado de Amizade e Aliança Maçônica com o Grande Oriente do Brasil. 

O maçom HUMBERTO CHAVES 
era advogado.

    Nos Altos Graus, reorganizou o Ilustre Conselho de Kadosh Nº 1, assumindo o cargo de Grande Venerável (Presidente) desse Alto Corpo em duas ocasiões: no período de 1930 a 1933, e no período entre 1936 e 1939.
   HUMBERTO CHAVES foi Membro Efetivo do então Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito para os Estados Unidos do Brazil.
     No Consistório Nº 1, foi presidente no período entre 15 de fevereiro de 1966 e 15 de setembro de 1967. Tendo assumido esse cargo em razão do afastamento da presidência desse Alto Corpo do então Soberano dos Soberanos (na nomenclatura atual, Comandante-em-Chefe) ANTÔNIO TARCÍLIO DE ARRUDA PROENÇA, por motivos de saúde.

domingo, 23 de março de 2014

Personagens do Grau 31 (Têmis)


     A deusa grega Têmis (ou Themis), personagem do Grau 31 (Grande Inspetor Inquisidor Comendador), era filha do deus Urano (o Céu) e da deusa Gaia (o planeta Terra).
     Têmis era uma deusa titânide, ou seja, pertencia ao grupo dos mais antigos deuses (deuses anciões) da Mitologia Grega.
Urano, pais de Themis, era um velho deus que fecundava 
a deusa Terra, mas não permitia que seus filhos
nascessem, mantendo-os presos no interior da mãe.
     Quando criança, Têmis foi entregue por sua mãe Gaia (ou Géia) à deusa Nyx (a Noite), a fim de protegê-la das loucuras de seu pai Urano (ou Ouranus, ou Uranus). Deste modo, Têmis foi criada junto com a deusa Nêmesis (deusa da Vingança, ou da Compensação), filha de Nyx.
Nemesis, a deusa alada, era considerada uma divindade 
implacável que tinha a tarefa de trazer
 os criminosos à presença de Têmis para serem julgados. 
     Na Mitologia Grega, a deusa Têmis representava a ordem, a eqüidade, o Direito e o equilíbrio. Sendo assim, Têmis era considerada como a divindade que assegurava a estabilidade e harmonia no âmbito na sociedade divina.
   Especificamente no Olimpo, Têmis era a deusa responsável por convocar a assembléia dos deuses e, posteriormente, passou a ser conselheira de Zeus, o rei dos deuses gregos.
zeus apolo hera
A assembléia dos deuses olímpicos era formada por:
Zeus (rei dos deuses), Hera (rainha dos deuses), Poseidon (deus dos mares), Atenas (deusa da sabedoria), Hades (deus do mortos), Afrodite (deusa do amor),
Ares (deus da guerra), Héstia (deusa do lar e da família), Apolo (deus do sol), Deméter (deusa da agricultura), Hefesto (ferreiro do deuses), Dionísio (deus do vinho), Ártemis (deusa da caça) e Hermes (mensageiro do deuses).
   No âmbito do mundo físico, Têmis participava na manutenção do equilíbrio do Universo, assegurando que houvesse a ordem e a estabilidade cósmicas.
      Entre os homens, Têmis representava a devoção do povo grego aos costumes e a obediência às leis. Nesse caso, Têmis tinha a função de estabelecer para o homem o caminho social correto.
    Inicialmente, Têmis era considerada uma divindade que apenas zelava pelo cumprimento dos juramentos, visto que, diante dos magistrados, as pessoas juravam por Têmis. 
    Com o tempo, como essa deusa era frequentemente invocada durante os julgamentos, Têmis passou a ser considerada como a deusa da Justiça.
    Artisticamente, Têmis é atualmente representada vendada,  tendo numa das mãos uma balança e, na outra, uma espada, simbolizando os poderes de julgar e de fazer cumprir os vereditos. 
       Originalmente, Têmis portava uma espada e uma cornucópia.
Além de representar a Justiça Divina, a balança de Têmis 
simbolizava a manutenção do Equilíbrio Universal.
   Têmis, a quem os romanos chamavam Justitia, foi a segunda esposa de Zeus.
   As principais filhas desse casamento foram: as deusas Horas (link para => deusas Horas) e as Moiras (deusas do Destino).
    Têmis era uma deusa oracular, ou seja, comunicava-se com os homens através de oráculos (videntes) a fim de dar-lhes o conhecimento do futuro da humanidade. 
     Essa deusa antecedeu o deus Apolo nas cerimônias de adivinhação no Oráculo de Delfos.
   A deusa Têmis eternizou-se quando foi ocupar um lugar no céu, transformando-se num conjunto de estrelas, a Constelação de Libra, onde essa divindade encontra-se representada pela sua balança.
    Na tradição grega, com a partida de Têmis (a Justiça do Deuses) para o céu, sua tarefa entre os homens foi herdada por uma de suas filhas, a deusa Dikê (deusa da Justiça, a Justiça dos Homens), que desejava abolir as antigas leis baseadas no temor e na cega obediência aos deuses.
   Na esfera social, a passagem da justiça de Têmis para a justiça de Dikê (para os romanos Astréia, ou Astrea) está diretamente relacionada ao desenvolvimento da Filosofia Grega, apoiada por pensadores como: Sócrates, Platão e Aristóteles.
O filósofos trouxeram novas formas de entender o mundo 
e a Humanidade, e seus ensinamentos baseavam-se na 
realidade dos homens e não mais na vontade dos deuses.
     No Rito Escocês Antigo e Aceito, a deusa Têmis é um importante símbolo da Justiça, que serve para reforçar os ensinamentos do Grau 31 (Grande Inspetor Inquisidor Comendador).
     Acesse o link abaixo para assistir o vídeo que desenvolve um elaborado estudo sobre as deusas da Justiça, na Grécia Antiga e na Roma Antiga.
Link de estudo para => As deusas da Justiça

sexta-feira, 21 de março de 2014

Aarão, o primeiro sumo-sacerdote do Tabernáculo hebreu.


    O patriarca Moisés, importante personagem da Cripta dos Grandes Filósofos do Grau 32 (Sublime Príncipe do Real Segredo), durante a maior parte do seu ministério como líder do povo hebreu teve ao seu lado seu irmão Arão (ou Aarão).
Moisés e Arão participaram juntos do episódio da transformação 
do cajado (vara de Arão) em serpente diante do faraó
    Arão era o filho mais velho de Anrão e Joquebede e foi bisneto de Levi. 
  Viveu entre 1.507 a.C. e 1.471 a.C. e foi sucedido, como sumo-sacerdote hebreu, por seu filho Eleazar.
    Segundo a Bíblia, Arão se comunicava facilmente e, em razão desse fato, Arão foi diversas vezes o porta-voz de Moisés, visto que este personagem aparentemente tinha dificuldades na fala.
    Aarão teve uma importante participação nos eventos que antecederam a libertação do povo hebreu da escravidão do Egito. 
     Dois fatos importantes que marcam a fase que antecedeu a libertação do Povo Escolhido são: a mágica disputa que Arão teve com os feiticeiros egípcios diante do faraó e os episódios ligados às pragas enviadas por Deus sobre o povo egípcio.
   Arão era também o principal companheiro de Moisés durante as várias mensagens e revelações feitas por Deus ao seu irmão.
      No período do Êxodo, que começa na saída do povo hebreu da escravidão no Egito e se estende até a sua chegada na Terra Prometida (Canaã), foi implantada a prática do culto ao Senhor numa tenda sagrada desmontável e itinerante, chamada Tabernáculo. 
A tenda do culto a Yahveh era montada ao longo
 dos caminhos percorridos pelo povo hebreu.
    Arão foi designado o primeiro sumo-sacerdote (kohen gadol) para a realização dos cultos no interior do Tabernáculo.
    Conforme o Livro do Êxodo, as vestes do sacerdotais de Arão, bem como o Tabernáculo e seus utensílios, foram produzidos sob a direção de Bezeleel e de Ooliab (link para o estudo sobre => Beseleel e Ooliab).
As 12 pedras/tribos fixadas no peitoral 
da veste sacerdotal eram: sárdio(Judá),
 topázio(Issacar), ônix(Aser), berilo(Dã),
safira(Simeão), jaspe(Naftali), jacinto(José),
 diamante(Gade), ágata(Manassés), 
 ametista(Benjamin), esmeralda(Rubén)
   e carbúnculo(Zebulom)
   Nas vestes do Sumo-Sacerdote Arão, estavam encrustadas doze pedras preciosas e nelas estavam gravados os nomes das doze tribos de Israel (ou doze filhos de Israel). Nessa veste estavam também o Urim e o Tumim (pedras especiais, usadas para conhecer a vontade de Yahweh). 
    A roupa do sumo-sacerdote possuía também uma lâmina de ouro na mitra (ornamento da cabeça) com a inscrição “Santidade ao Senhor”. 
    A partir do sacerdócio de Arão, sua vestimenta passou a ser usada por todos os sumo-sacerdotes hebreus.

    De acordo com o Livro do Êxodo, quando Arão e seus filhos foram ungidos como sacerdotes, foram utilizados o sangue dos animais oferecidos em sacrifício no Tabernáculo, bem como um óleo santo, especialmente preparado, aplicado sobre as suas cabeças e nas vestes.
A unção de Arão é relatada no Livro do Êxodo, 
sendo também citada no Salmo 133.
   Na qualidade de primeiro sumo-sacerdote hebreu, coube a Aarão implantar as tarefas que, a partir daquele momento, ficariam sob a responsabilidade dos futuros sacerdotes. 
     Entre as tarefas dos Sumo-Sacerdotes estavam: 
- a expiação dos pecados do povo hebreu através de rituais de sacrifício de animais; 
- a remoção de toda impureza moral e religiosa do povo de Deus; 
- a purificação das mulheres após o parto;
- o acompanhamento dos procedimentos relativos aos animais considerados puros ou impuros;
- a definição das questões relativas às secreções de homens e mulheres;
- os trabalhos relacionados ao Sábado (Shabbath) e às festas anuais;
- o acompanhamento do cumprimento das leis rituais, dos  pagamentos dos dízimos e das bençãos.
Cabia também aos sacerdotes a preparação
 do Tabernáculo para as cerimônias.
   O papel mais destacado reservado a Aarão e aos sumo-sacerdotes que o sucederam era na cerimônia anual do Dia da Expiação (Yom Kippur, ou Iom Quipur).
A expiação dos pecados através do sacrifício de animais
 era uma antiga prática do povo hebreu. 
    Muito embora fosse posteriormente ungido como sumo-sacerdote, Arão participou da idolatria praticada pelo povo hebreu, na adoração a um deus em formato de bezerro de ouro, durante a ausência de Moisés nos 40 dias em que esteve no Monte Sinai para receber as tábuas com os Dez Mandamentos.
A incerteza no retorno de Moisés
colocou em dúvida a fé do povo hebreu. 
   No Rito Escocês Antigo e Aceito, Aarão é estudado principalmente no Grau 23 (Chefe do Tabernáculo), no Grau 24 (Príncipe do Tabernáculo) e no Grau 25 (Cavaleiro da Serpente de Bronze).

quinta-feira, 20 de março de 2014

Personagens do Grau 32 (Complementação do estudo sobre Zorobabel)

    Finalizando o estudo sobre Zorobabel (link sobre  => Zorobabel), seguem abaixo duas aulas proferidas pelo Pastor ANTÔNIO FONSECA, do Instituto Cristão de Pesquisas (ICP), as quais apresentam informações complementares, baseadas no Livro da Lei (Bíblia Sagrada), relativas ao contexto em que ocorreu o cativeiro dos hebreus na Babilônia, a libertação desse povo pelos persas, bem como seu posterior retorno à Judeia.

Link para => O CATIVEIRO NA BABILÔNIA  


    O conteúdo apresentado pelo Pastor ANTÔNIO FONSECA tem como base o relato bíblico e, dessa forma, deve ser utilizado de modo complementar à pesquisa maçônica.
Zerubbabel
Nos estudos maçônicos, Zorobabel simboliza aquele
que conduz o povo do estado de escravidão à liberdade. 

sábado, 15 de março de 2014

Personagens do Grau 32 (Zorobabel)


     Conforme a Bíblia, Zorobabel (ou Zerubbabel) era um judeu nascido na Babilônia que, em razão da sua condição como descendente do rei Davi, pleiteou ser o governante do trono de Judá. 
    Nas genealogias apresentadas nos Livros de Mateus e de Lucas, Zerubbabel é apresentado como ancestral de Jesus Cristo, através da linhagem do rei Davi.
   Zorobabel foi designado pelo Imperador da Pérsia como Governador da Judéia e atuou sob a proteção de Tatenai, o governador militar da região, e com o apoio de  Josué, o sumo-sacerdote hebreu.
A atual Palestina, às margens do Mar Mediterrâneo, 
foi uma das últimas regiões conquistadas por Ciro, o Grande. 
     No Rito Escocês Antigo e Aceito, Zorobabel é a figura central na lenda do Grau 15 (Cavaleiro do Oriente, ou Cavaleiro da Espada).
      Conforme a tradição maçônica,  Zorobabel nasceu no exílio, durante o Cativeiro Babilônico, e apelou a Ciro II (ou Ciro, o Grande), rei da Pérsia, pela libertação do povo hebreu, bem como pelo retorno do seu povo à Jerusalém, a fim de poderem reconstruir o Templo de Salomão, destruído durante a invasão pelos guerreiros babilônicos.
A tradição relata que Zorobabel pleiteou a 
libertação na condição de escravo.
    De acordo com a narrativa, após derrotados, os hebreus foram feitos prisioneiros, retirados da suas terras e levados como escravos para a Babilônia, por ordem do rei Nabucodonozor II. Esse exílio durou setenta anos.
     O rei Ciro II, após derrotar e conquistar a Babilônia, em 539 a.C., autorizou o retorno dos hebreus às suas terras e designou Zorobabel como governador na Judeia, sob o título de Tharsata, concedendo-lhe a espada e o anel que simbolizavam sua autoridade.
cativeiro hebreu
No Livro dos Salmos encontram-se diversos relatos  sobre 
a expulsão dos hebreus da Judeia e o seu cativeiro na Babilônia.
     Zorobabel partiu da Pérsia, região a leste da Palestina, e rumou para a Judeia com seus cavaleiros, conduzindo um grupo de mais de 42.000 hebreus, esperançosos por retornarem à sua pátria.
   No trajeto em retorno à Judeia, a caravana de Zorobabel sofreu uma emboscada numa ponte sobre o rio Eufrates, na região de Gabara. Os agressores eram soldados babilônios, residentes na Samaria.
    A batalha foi vencida pelas tropas de Zorobabel e a dura travessia da ponte de Gabara assumiu o significado da difícil passagem da escravidão para a liberdade. 
   Zorobabel marcou a vitória em Gabara nas pilastras da ponte, com as letras: LDP (liberdade de passar).
    Após chegar em Jerusalém, como forma de priorizar a reconstrução do 2º Templo de Jerusalém, Zorobabel realizava as reuniões com seus conselheiros e auxiliares nas proximidades das ruínas do Templo.
templo de zorobabel
Durante a fase inicial da reconstrução do Templo, o
trabalho dos operários era o centro das atividades.
   Durante a reconstrução do Templo de Jerusalém, Zorobabel e os operários do Templo tiveram diversos confrontos com os samaritanos, os quais eram povos que já ocupavam a região quando do retorno dos hebreus.
  Por conta desses conflitos, durante as obras de reconstrução, os judeus passaram a trabalhar armados com espadas, além das ferramentas de construção.
   Diante das dificuldades provocadas pelos samaritanos, Zorobabel, na qualidade de Governador da Judeia,  apelou ao rei Dario I, sucessor de Ciro II, para que o apoiasse na luta contra os samaritanos.
A espada e a trolha (colher de pedreiro) tornaram-se 
os símbolos da dupla tarefa dos pedreiros do 
Templo de Zorobabel (construir e combater).
   A conclusão das obras de reconstrução do Templo de Zorobabel (Segundo Templo de Jerusalém) ocorreu em 515 a.C..
   Após alguns séculos, o Templo de Jerusalém foi reconstruído pelo rei Herodes, durante o período da dominação romana. 
     O Terceiro Templo (ou Templo de Herodes) resistiu até o ano 70 d.C., quando foi destruído pelos próprios romanos.
     No Grau 32 (Sublime Príncipe do Real Segredo), Zorobabel é o chefe da divisão de guerra que reúne os maçons do Grau 15 (Cavaleiro do Oriente) e que faz parte do Grande Acampamento (link para => O Grande Acampamento) planejado pelo Frederico II, rei da Prússia.

sábado, 8 de março de 2014

Personagens do Grau 32 (Joiadá)

    Os estudos do Grau 32 (Sublime Príncipe do Real Segredo) descrevem que o Grande Acampamento planejado no século XVIII, por Frederico II, rei da Prússia, para a retomada da Palestina em favor dos cristãos, possuía nove tendas (ou divisões de guerra) formadas por maçons dos Graus 1 ao 18 que partiriam para combaterem naquela Cruzada. 
  O personagem Joiadá (ou Jehoiada, ou Johoiada) é apresentado na descrição desse Grande Acampamento como o chefe da divisão de guerra que agrupa os maçons do Grau 8 (Intendente do Edifícios) e que é detentora da bandeira vermelha e preta.


    Na Bíblia, o personagem Joiadá é citado principalmente no Capítulo 11 do 2º Livro de Reis. Esse personagem era um sumo sacerdote hebreu (um representante do povo diante de Deus) que, quando da tentativa de assassinato dos últimos descendentes diretos do rei David, escondeu e protegeu durante seis anos o recém-nascido Joás, pertencente à linhagem davídica.
    Quando Joás completou sete anos, Joiadá, na qualidade de sumo sacerdote, coroou-o, apoiado pelos sacerdotes levitas e pelo povo, no ano de 837 a.C., como rei do povo hebreu e derrubou a então soberana, rainha Atália, oriunda da Fenícia e seguidora do culto ao deus Baal.
Conforme a tradição, Joiada coroou o jovem Joás
na entrada do Templo de Jerusalém, diante dos
sacerdotes levitas, dos guardas do Templo e do povo.

     Joiadá foi o regente do povo hebreu durante a infância do rei Joás. Nesse período, o sumo sacerdote fez uma aliança com seu povo visando o retorno do culto exclusivo a Yahweh (o Deus Único dos hebreus), bem como participou, juntamente como o rei Joás, da reforma do Templo de Jerusalém, arrecadando dinheiro para a obra junto ao povo.

    O período da regência de Joiadá marcou a intensificação da adoração ao Deus Yahweh e a exaltação do Templo de Jerusalém como um local sagrado.

   Após a morte do sumo sacerdote Joiadá, o rei Joás passou a tolerar a introdução do culto do Baalismo (culto ao deus Baal) em Jerusalém e a crença no Deus Yahweh novamente entrou em crise.
A adoração a Baal era um culto realizado
 em Canaã, antes da chegada do hebreus
e sobreviveu por séculos em toda a região.