quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Convocação para sessão de 15.10.2014 (Elevação ao Grau 32)


     A Administração do Mui Poderoso Consistório de Príncipes do Real Segredo Nº 1 comunica aos maçons dos Graus 32 e 33 e regulares com o Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 para o Rito Escocês Antigo e Aceito que, às 18:00 horas do dia 15 de outubro de 2014, será realizada a Sessão Magna de Elevação ao Grau 32 (Sublime Príncipe do Real Segredo), na Câmara Filosófica do Consistório Nº 1, localizada na Sede do Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 para Rito Escocês Antigo e Aceito, sito no Campo de São Cristóvão nº 114, bairro de São Cristóvão, Rio de Janeiro - RJ.

    Sendo assim, os maçons pertencentes ao quadro de obreiros do Consistório Nº 1 estão convocados para participarem da sessão.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Entrevista com o maçom MÁRIO LÚCIO DE LIMA NOGUEIRA

     No dia 25 de setembro de 2014, o Blog do Consistório Nº 1 realizou a seguinte entrevista com o maçom MÁRIO LÚCIO DE LIMA NOGUEIRA, Grau 33 (Grande Inspetor Geral) do Rito Escocês Antigo e Aceito.
    MÁRIO LÚCIO DE LIMA NOGUEIRA foi iniciado na Maçonariano ano de 1980 e elevado ao Grau 33 em 2006. 
   Nos Graus Simbólicos (do Grau 1 ao Grau 3), atualmente é Venerável Mestre e membro fundador da Augusta e Respeitável Loja Simbólica Jean Baptiste Willermoz, jurisdicionada ao Grande Oriente do Brasil no Rio de Janeiro (link para => Grande Oriente do Brasil no Rio de Janeiro) e membro do Tribunal de Contas Maçônico do Grande Oriente do Brasil no Rio de Janeiro.
   Nos Altos Graus (do Grau 4 ao Grau 33), MÁRIO LÚCIO DE LIMA NOGUEIRA é detentor da Medalha do Mérito Montezuma, a mais alta condecoração concedida pelo Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 para o Rito Escocês Antigo e Aceito e atualmente ocupa o cargo de Grande Secretário do Consistório Nº 1.
Mário Lúcio
O entrevistado foi condecorado com a Medalha do Mérito 
Montezuma na sessão ritualística do dia 15 de março de 2012.
 Durante a entrevista, MÁRIO LÚCIO DE LIMA NOGUEIRA relatou que os Graus Superiores são muito importantes, pois permitem o aperfeiçoamento individual do maçom. 
  Conforme explicou, é nos Altos Graus que o maçom aprende a “submeter sua vontade e a cavar masmorras ao vício”.
   O entrevistado afirmou que considera o Grau 18 (Cavaleiro Rosacruz) como o grau mais importante do Rito Escocês Antigo e Aceito, pois é o mais esotérico. Afirmou ainda que, além desse fato, o Grau 18 é conferido a partir da realização de uma bela cerimônia e de um ágape ritualístico que remonta aos primórdios da Maçonaria.
Blog do Consistório
Na Maçonaria, o ágape é a cerimônia ritualística
onde se compartilha uma refeição fraternal.
   MÁRIO LÚCIO explicou que, para estimular os maçons dos Graus 1, 2 e 3 a prosseguirem seus estudos, devem ser apresentados aos maçons mais novos, os exemplos dos valores adquiridos ao longo da carreira maçônica.
  O entrevistado destacou o personagem George Washington como exemplo a ser seguido pela Maçonaria, devido ao seu papel na Independência dos Estados Unidos da América, bem como pelos ideais que preconizou para a criação daquele país.
George Washington foi maçom e primeiro
presidente dos Estados Unidos da América.
   O Grande Secretário do Consistório Nº 1 destacou a importância da criação do Colégio dos Grandes Inspetores Gerais em todo o Brasil como uma estratégia importante para o desenvolvimento do Rito Escocês Antigo e Aceito.
   MÁRIO LÚCIO fez questão de apontar o maçom BENITO COHEN, Grande Tesoureiro do Consistório Nº 1, como seu modelo de maçom, pelo seu cultivo aos valores morais e intelectuais e pelo amor que demonstra pela Ordem Maçônica.
   Por fim, MÁRIO LÚCIO DE LIMA NOGUEIRA afirmou o seu desejo de, no futuro, construir uma instituição ou fundação, dirigida por maçons, direcionada à cuidar da juventude. Segundo ele, o propósito dessa instituição seria oferecer educação, valores morais e capacitação profissional aos adolescentes em situação de abandono.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Personagens do Grau 31 (Manu, o rei hindu legislador )

   Os estudos do Grau 31 (Grande Inspetor Inquisidor Comendador) destacam o personagem Manu (ou Satyavrata), da antiga Índia, como um exemplo de retidão e justiça.
   Segundo os Vedas, um dos conjuntos de livros sagrados do Hinduísmo, Manu foi o primeiro ser humano, sendo considerado como Pai da Humanidade, da mesma forma que o Judaísmo, o Islamismo e o Cristianismo consideram Adão como o primeiro homem.
Brahma (criação), Vishnu (conservação) e Shiva (destruição)
são os três principais deuses do Hinduísmo e compõem a Trimurti.
    Na Mitologia Hindu, Manu é apresentado como o primeiro rei sobre a face da Terra.  Segundo a crença, Manu foi um importante legislador hindu e viveu no período aproximado entre 1300 a.C. e 800 a.C..
   Conforme o texto do Mahabharata, um dos livros sagrados do Hinduísmo, Manu era um grande sábio e elaborou um conjunto de normas escritas para sociedade hindu, as quais tinham a função de estabelecer a organização religiosa, disciplinar os deveres do rei e codificar todo direito processual da Índia.
O Mahabharata é um dos principais livros sagrados
do Hinduísmo e é considerado o maior volume
de textos numa única obra humana.
    O conjunto das normas redigido por Manu recebeu o nome de Código de Manu e tratava de assuntos como: a administração da Justiça, os ofícios dos juízes, os meios de provas, as dívidas, as empresas comerciais, a reivindicação da coisa doada, o não pagamento por parte do fiador, as injúrias, os furtos, o inadimplemento das obrigações, a anulação de uma compra e venda, a sucessão hereditária; as questões entre patrão e servo, entre outros temas. 
   Na prática, Manu é considerado um dos primeiros legisladores da história da Humanidade, pois o seu código tratava tecnicamente as questões do Direito e visava organizar a antiga sociedade hindu.
    Além de legislador, Manu também era filósofo. Seus antigos ensinamentos orientavam a sociedade a: fazer sacrifícios aos deuses, ler os livros sagrados, praticar a caridade e o perdão, bem como a respeitar os anciãos, os pobres e os animais.
   Manu foi também responsável por socorrer a Humanidade, quando ocorreu o Dilúvio Universal narrado na Mitologia Hindu.
   Conta a lenda que Manu teria sido previamente alertado pelo deus Matsya, o qual se apresentou  a Manu na forma de um grande peixe sagrado. Matsya informou a Manu acerca do desejo dos deuses de castigarem a raça humana e lançarem um grande dilúvio sobre a Terra.
Para escapar o dilúvio, Manu amarrou seu barco ao grande peixe
(deus Matsya), o qual conduziu os sobreviventes em segurança. 
   Para socorrer a Humanidade, Manu construiu um grande barco onde acolheu seus familiares e outras pessoas, além de nove sementes e nove animais, os quais o rei utilizou para repovoar toda a terra.
    Os livros sagrados hindus consideram a fase do reinado do rei Manu como um período em que reinou a verdadeira Justiça sobre os homens.